Remédio
A noite em que esmurrou seu padrasto Morto Ataíde teve novamente a oportunidade da vida. No seguimento das desvidas deste personagem, narramos agora a exceção. O fato, consumado, o impulso (não o último) atendido: como um elástico com martelos de pedra sobre o corpo vidrado, preso à parede, impacto. Abelhas voaram sobre o couro do homem que não reagiu. Escoou sob suas mãos e pétreo pelo desprezo contido na surra, não gritou. Apenas, como um ladrão (agora) qualquer, correu. Mas a perseguição não passou de pósfacio. O fato, irremediável. O remédio, que une o mundo, foi dado.


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